O Corinthians jogou nesta quinta-feira (13) a primeira partida das oitavas de final da Libertadores da América 2026. Diante do Rosario Central (ARG), a equipe brasileira conseguiu um importante empate sem gols na casa do adversário.
Cabe ainda destacar que o Corinthians jogou a reta final do confronto com um jogador a menos após a expulsão do volante Allan. A equipe alvinegra fez um grande primeiro tempo na Argentina e até poderia sair vitoriosa caso a bola de Matheus Bidu, na trave, tivesse tido outro destino.
Corinthians e Rosario voltam a se enfrentar na próxima quinta-feira (20), às 21h30 (de Brasília), na Neo Química Arena.
Após a partida, o goleiro Hugo Souza comentou sobre o resultado e o de racismo que sofreu durante o jogo.
“Viemos com objetivo claro de não sofrer gol. Queríamos a vitória, claro, mas sabemos que o resultado foi importante. Aqui é sempre assim, o jogo todo eles me chamando de macaco. É torcer para que eles um dia mudem”, disse.
O zagueiro Gustavo Henrique também se manifestou. “Tá tudo em aberto e agora é na nossa casa. A gente conta com o apoio do torcedor pra fazer um grande jogo e sair classificados”, disse.
COMO FOI ROSARIO X CORINTHIANS
O primeiro tempo em Rosário foi extremamente disputado, tenso e marcado por muita combatividade de ambas as equipes. O Rosario Central buscou pressionar apostando nas jogadas de Ángel Di María, enquanto o Corinthians tentava responder em transições rápidas e bolas paradas, tendo sua melhor chance com Matheus Bidu, que cabeceou com força e acertou o travessão argentino. A etapa inicial também ficou marcada por cartões amarelos, confusões generalizadas e reclamações intensas de arbitragem, incluindo uma checagem do VAR por possível toque de mão na área corinthiana que acabou mantendo a decisão de campo.
Na volta para o segundo tempo, o panorama seguiu intenso, com o time da casa crescendo territorialmente e empurrando o Corinthians para o campo de defesa. A partida teve momentos de forte tensão quando o goleiro Hugo Souza relatou insultos racistas vindos da torcida e jogadores se desentenderam em campo após faltas duras. Com alterações promovidas pelo técnico Fernando Diniz para oxigenar o meio-campo e tentar desafogar a saída de bola, o Timão buscou fechar os espaços diante da forte pressão argentina e das investidas perigosas puxadas por Di María e Campaz.
Apesar da pressão exercida pelo Rosario Central e das oportunidades criadas de ambos os lados ao longo dos 90 minutos — que exigiram defesas importantes de Hugo Souza e intervenções providenciais do sistema defensivo corintiano —, o placar permaneceu inalterado. O confronto na Argentina encerrou-se com um empate sem gols, refletindo o equilíbrio de forças, a forte combatividade em campo e a solidez defensiva mantida pelo Alvinegro para segurar o resultado fora de casa.

